Esse é mais um texto da Adriana Fazzi que venho quero compartilhar com você!

Filhos – Por Adriana Fazzi

Quando eu era criança, às vezes minha mãe dizia:

 Filhos, melhor não tê-los, mas se não os temos, como sabê-los? ¹

Normalmente ela soltava isto quando a incomodávamos muito.

Eu achava engraçado e não entendia.

Lembrei-me disto há alguns dias e resolvi escrever a respeito de filhos.

E antes que perguntem, não, eu não era arteira, era tranquila.

Agora que eu sou mãe, muito do que ela falava, reclamava, os conselhos dados depois que eu já era adulta, tudo, tudo volta a mente.

Há momentos que tenho vontade de sair correndo!

Todo mundo falando ao mesmo tempo (marido e os dois filhos), me chamando e pedindo alguma coisa.

Por vezes peço:

Por favor, me deem cinco minutos só para eu organizar as ideias.

Eles me olham com cara de ué, para quê?! Rsrs

Meus pais eram pessoas simples e com pouco estudo.

Mas tinham valores morais muito fortes.

Ensinaram a mim e a meu irmão a termos responsabilidade, a cumprir a palavra, a cumprir horário.

Honestidade era o valor mais forte.

Lembro que minha mãe sempre falava que minha avó (mãe dela) era honesta até debaixo d’água!

As palavras ganharam ainda mais força depois que eles se foram.

E no Brasil atual, todos estes valores que me foram ensinados e os quais eles praticavam, têm peso ainda maior.

Procuro praticá-los à risca.

Procuro estar sempre muito atenta para não cair no tal “jeitinho brasileiro” que fazemos sem nem mesmo perceber.

Sou “Caxias”.

E meus filhos estão sendo educados da mesma forma.

Acredito que o melhor a fazer pelos filhos, o bem mais precioso que podemos deixar para eles, é a educação.

Aquela formal aprendida nas escolas (de preferência nas boas), e a educação que vem de casa (os valores, e os princípios, e os bons exemplos).

Tenho convicção de que bem orientados e bem instruídos serão cidadãos melhores.

Lidarão com a vida de frente, com integridade e honestidade.

Vão falhar, claro!

Mas serão bons profissionais, bons maridos, boas esposas e bons pais.

E assim, a boa formação vai se multiplicando.

Demorei um pouco para decidir ter filhos.

Já estávamos casados há quatro anos quando o sininho tocou.

Meu marido até queria antes, mas eu não quis.

Ainda estávamos estudando, pagando apartamento, estas coisas.

Não era a hora.

Depois de decidido que era a hora, demorou para acontecer.

Posso escrever sobre isto em outro artigo.

Para mim, desde a gravidez, a maternidade foi a maior e a melhor experiência de vida.

Não troco (se isto fosse possível) a vida maluca de hoje pela vida calma (quando eu fazia o que queria na hora que queria enfim, quando tinha mais tempo livre e mais dinheiro) de antes de ter filhos.

Não troco, de jeito nenhum!

Para quem, como eu, pretende ir melhorando como pessoa um pouquinho por dia, ter filhos é o melhor dos incentivos.

Afinal, queremos sempre o melhor para eles.

Queremos que sejam pessoas de bem e do bem.

Assim, vamos melhorando nossa forma de falar, de agir, revemos conceitos.

Além de sermos questionados sobre os mais variados assuntos, desde o significado de alguma palavra diferente que escutam na TV até de onde veio Deus!

Sim, eles já me perguntaram isto…

E quando eu erro, piso na bola, porque claro que isto acontece.

Eu converso com eles, peço desculpas, explico.

Convido-os, de forma simples, a pensar comigo sobre a situação e a entender qual seria o comportamento mais adequado.

Desde a gravidez, conheci uma alegria e um amor que até então desconhecia.

Eu acho, humildemente, que o amor que passamos a sentir quando temos filhos, se aproxima muito do amor de Deus por nós e por toda a criação.

É sentimento que preenche o peito, sente-se fisicamente até!

Quem sente sabe do que estou falando.

Ter filhos é se doar.

É ter sua intimidade escancarada, em vários sentidos.

É realmente uma grande aventura, vida cheia de descobertas, aprendizados, trocas fantásticas, amor, alegria e claro, muito oração a Deus e ao anjo da guarda deles.

Nota 1. Pesquisei agora no Google e descobri tratar-se de pequena parte do “Poema Enjoadinho” de
Vinícius de Moraes. Chique minha mãe!!

Atenciosamente,

Adriana Fazzi Caldas

Tradutora Inglês-Português/ Revisora Português

Para saber mais sobre mim e outros trabalhos, segue meu contato:

afzcaldas@uol.com.br

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