Auto-Observação [Por Adriana Fazzi]

Essa semana eu gostaria de compartilhar um texto maravilhoso da Adriana Fazzi.

Fiz uma parceria com a Adriana para edição e correções em minha escrita e estou adorando.

Sinto-me com ainda mais liberdade para escrever, sabendo que passa pela revisão de seu olhar clínico.

Auto-observação – Por Adriana Fazzi

A opinião das pessoas deveria ser somente delas.

E mesmo que chegue ao nosso conhecimento o que determinada pessoa pensa a nosso respeito, não deveria nos afetar de forma alguma.

O que pensam de nós não muda quem somos, seja este pensamento positivo ou negativo.

É necessário sempre o autoconhecimento, com ele em funcionamento poderemos nos conhecer melhor, saber quem somos de verdade, nossos defeitos e nossas virtudes.

Por que sim, todos temos defeitos e virtudes.

O problema está no fato de negarmos nossos erros, de culparmos os outros, de justificarmos nossas falhas apontando o dedo para as falhas alheias.

Somente nossos defeitos devem nos preocupar, pois somente sobre eles podemos agir.

Por meio da auto-observação podemos perceber nossas falhas e atuar para modificá-las ou eliminá-las.

Nada fácil.

Não, não é mesmo.

Este trabalho exige muita humildade, sinceridade com nós mesmos, e força de vontade, muita força de vontade.

É um passo por dia.

Esforço contínuo de olhar para si mesmo com distanciamento o tempo todo, percebendo a ação dos defeitos.

A saber: orgulho, preguiça, inveja, cobiça, etc, agindo sinceramente sobre eles e assim, aos poucos, melhorarmos como pessoas, evoluirmos.

Como agir sobre eles?

Num curso que fiz há muitos anos, explicava-se que devemos estar atentos ao momento presente, ao que pensamos e ao que sentimos.

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Eu sei!

Não é fácil.

Mas praticar vai tornando fácil.

Mas, acima de tudo, devemos ser honestos com nós mesmos.

Esta é uma jornada individual.

Negações e justificativas somente atrasam o passo.

Esqueça as falhas dos outros.

Focar nelas desvia seu olhar de você mesmo.

E é sobre nós que devemos atuar, porque no fim de tudo prestaremos conta das NOSSAS atitudes, não das do
vizinho.

Desta forma, estando atentos ao nosso interior conseguimos perceber, por exemplo, o orgulho ferido quando alguém nos faz uma crítica.

Qual era a recomendação?

Perguntar-se:

Por que fiquei chateado?

Porque me senti diminuído com a crítica.

Vamos constatar que o orgulho abalou-se!

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Pensemos friamente:

A crítica fazia sentido?

Se sim, boa oportunidade para rever e mudar atitudes, comportamentos, sentimentos até.

No curso ensinava-se também, mentalizar a eliminação daquele defeito, o orgulho no caso.

Imagina-se que ele se dissolve.

Certamente ninguém muda da noite para o dia.

Ninguém será canonizado no fim da vida.

O objetivo desta prática, como é o da vida terrena (eu acredito) é sermos pessoas melhores.

Com isto em mente, pratiquemos a todo instante.

Desta forma, a opinião dos outros não importa mesmo, a menos que nos sirva de alerta para falhas que possam ser corrigidas.

A paz da consciência é que conta.

Nossa consciência é o nosso guia.

Atenciosamente,

Adriana Fazzi Caldas

Tradutora Inglês-Português/ Revisora Português

Para saber mais sobre mim e outros trabalhos, segue meu contato:

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