Como Confiar?

Sempre digo aos meus constelados e participantes do Ikigai para confiarem.

Existe grande possibilidade que alguém já tenha dito isso a você também.

Confie.

Tenha Fé.

Abra mão.

Solte.

Não espere o resultado.

Todas essas são frases e conceitos maravilhosos, mas quantas pessoas você conhece que verdadeiramente confiam?

Quem de fato você conhece que não espera algo das próprias ações?

O que é confiar?

Como você demonstra ao universo que você confia?

Uma das frases que talvez você também possa pensar é: que quando as coisas estão dando certo é mais fácil confiar.

Como podemos confiar quando caímos em um buraco?

O que eu faço quando deu tudo “errado”?

Confesso que já tenho esse termo claro em minha mente, do que eu posso fazer para demonstrar ao universo que eu confio.

Entretanto, assisti a um vídeo do Hélio Couto que mexeu comigo.

Aproveito o momento para indicar o Hélio Couto no Youtube.

Ele tem um jeito um pouco duro, o qual já me desmotivou a continuar assistindo às suas aulas de até 3 horas.

Nas últimas semanas, desde que voltei para a França, venho acompanhando quase que diariamente seus vídeos e aulas e percebi que era só um preconceito meu.

O Hélio é iluminado.

Podem confiar (risos).

A gente pode confiar porque ele confia.

Ele confia tanto que ele fala as coisas do jeito dele, sabendo que é o seu melhor e efetivamente entrega com muita energia o seu melhor.

Esse é o ponto que eu gostaria de chegar em relação a confiar.

A frase que eu carrego comigo e vejo no Hélio é:

Quando você faz doação de qualquer coisa, e podemos usar o exemplo do dinheiro, você demonstra ao universo que tem certeza de que está no fluxo da vida.

Você abre mão do pensamento “quem guarda sempre tem” e demonstra ao universo que pode compartilhar o
que tem, pois existem recursos abundantes para todos no universo.

“Mais vale dois passarinhos voando”.

Ele usou uma metáfora como exemplo sobre confiar.

Um pato entra na boca de um crocodilo que já havia comido e estava dormindo, enquanto outros crocodilos se aproximavam do bando fazendo uma “emboscada”.

O pato confiava na natureza do crocodilo.

Ele sabia que naquele momento ele poderia “arriscar” e viver em plena abundância.

O exemplo pode parecer um pouco abstrato e irrealista, mas o Hélio explica exatamente isso.

Soltar e confiar não faz parte do nosso sistema de crenças.

Seguindo com o texto e com meu respeito a todas as religiões.

Entendo assim, esse é o “segredo” das igrejas evangélicas.

Os pastores criam uma confiança tão grande em seus fiéis que estes doam.

Ao doar, todos naquele culto são prósperos.

Quem abre mão daquilo de que mais precisa, entra no fluxo próspero da natureza.

Deepak Chopra também é categórico em seu livro “As 7 leis espirituais do sucesso”.

Ele diz que “nunca” devemos economizar.

Devemos sempre escolher o luxo para nós e para os outros.

Já entrei no cheque especial por exagerar nessa lei (risos).

Minha compulsividade já me fez oferecer a mim mesmo e aos outros mais do que eu tinha.

Naturalmente fiquei com medo, questionei, mas como eu já tinha confiado ao “entregar” o que tinha e o que não tinha, sempre apareceu algo, depois de pagar os juros é claro, estabilizou.

Existe o equilíbrio.

Consiga abrir mão de tudo que você tem sabendo que irá equilibrar.

Eu não consigo ainda.

Desde os exageros eu ando mais atento à minha conta.

Tal atenção é uma pena, pois demonstra o quanto eu não confio.

Eu já trouxe uma nova maneira de olharmos para as nossas crenças e para o quanto nós confiamos.

Mais vale dois passarinhos voando.

Que tal mais uma:

Quem gasta sempre tem.

E quer saber o que mais? Olha o que eu encontrei no site www.origemdapalavra.com.br/site/palavras/poupar/.

Economizar vem do Latim PALPARE, “avaliar pelo tato, apalpar”.

Como, para saber se era possível fazer um gasto a pessoa avaliava com a mão a sua bolsa de moedas, a palavra acabou gerando “poupar” no sentido de “economizar”.

Metaforicamente, “apalpamos” o que temos antes de gastar e muitas vezes resolvemos não comprar.

Ou, pelo menos, deveríamos fazê-lo.

Assim sendo, economizar é saber o quanto você pode gastar.

Não é guardar pensando “vai que falta”.

Trago mais uma nova possibilidade de crença:

Melhor gastar, vai que sobra.

Poupando, reconhecemos quanto temos, qual o valor de nossos recursos gastos mensalmente, e o que sobrar a gente gasta conosco e com os outros (conhecidos e não conhecidos).

Confia? Faz isso?

Se você não faz isso, não confia.

Quanto mais faz, mais confia.

O universo é cíclico como já disse em um texto e em um vídeo.

“Poupar” nosso dinheiro para os momentos de inverno nos possibilita entregar tudo o que sobra ao mundo.

Afinal, eu nunca vi uma árvore guardando uma maçã em seus galhos para o ano seguinte.

Ela entrega aos outros ou ela investe em si mesma.

A árvore simplesmente abre mão e solta o melhor que ela cria para todos sem esperar nada em troca.

É um perfeito equilíbrio entre o que ela entrega aos outros e o que é investido em seu solo.

A árvore confia.

E você? Confia?

Deixo abaixo algumas possibilidades de você demonstrar sua confiança.

www.laranaliafranco.com.br/envolva-se

www.aschavesdenefertiti.com.br/doao