Eu já amo meus filhos, não preciso de homem para ser feliz

Uma das minhas linhas de trabalho é poder apoiar pessoas com a necessidade básica do amor em um relacionamento. Faço muitos posts e divulgações do quanto importante seria encontrar um amor para sua vida e como encontrar um amor para sua vida.

Caso queira baixar esse meu livro gratuito é SÓ CLICAR AQUI.

Infelizmente, ou muitas vezes recebo comentários de “Haters” dizendo coisas do tipo:
“Amor não existe”
“Prefiro meu cachorro”
“Não preciso amar ninguém, já tenho meus filhos.”
Essa última frase é a referência para esse meu texto.
Geralmente alguém que transfere essa visão do amor para os filhos passou por alguma desilusão amorosa muito difícil. Perceba que em nenhum momento digo que essa relação com os filhos não é amor. Amor perante os filhos também é amor, mas talvez a maior prova de amor perante os filhos é deixá-los livres e quando escuto esse tipo de comentário, confesso que fico triste, pois sei como isso pode ser pesado para os filhos e acarreta consequências melancólicas para suas vidas.

Estar vivo é assumir nosso papel em todas as partes da nossa vida. Estar vivo é inclusive respeitar que alguém nos falta e nos preenche, nos preenche de algo que não temos. O masculino não tem o feminino e vice-versa e ao afirmar que estamos vivos apenas pelo amor dos filhos pode, conforme as constelações familiares trazer impactos profundo na vida dos filhos.

Sintomas como filhinhos da mamãe, do papai. Em outros casos mais profundos, crianças que recebem tanto amor em forma de presentes de pais que abrem mão de suas vidas para suprir todas expectativas não formam adultos mas sim, crianças dependentes e com pouco tolerância psicológica para ouvir não, feed-backs dos colegas no trabalho, assumir seus erros e etc.

A solução nesse caso é reconhecer o que de fato é o amor maduro que, ao meu ver, deveria seguir o mesmo padrão conforme a visão das constelações familiares para o amor.
“Amar é desejar que o outro seja feliz, perto ou longe.” Bert Hellinger

O padrão da liberdade e de apoiar sem carregar. Permitindo assim que todos sejam felizes perto ou longe de nós. Essa é a visão das constelações familiares de Bert Hellinger e, conforme minha experiencia, quem não segue essa “definição” de amor, limita sua vida.
Ame, solte, sofra e renuncie à sua necessidade de se sentir amada/o.

Amar é sofrer, reconhecer que o outro vai nos fazer sofrer. Por isso que Bert Hellinger diz que o relacionamento é o mais nos molda. Nos molda, pois nos faz renunciar às nossas exigências e, quem já está vivo e crescendo em sua vida sabe que quanto mais exigências mais sofrimento. Quem está vivo e está crescendo, sabe que a aceitação da realidade como ela se apresenta é ter acesso a verdadeira força da natureza.

Pense em um Rio com muita correnteza. Entre no Rio e perceba que não tem como entrarmos acompanhados, para nadar na vida, precisamos estar sós. Acompanhantes em uma distância amigável e respeitosa são presentes. Na correnteza, quem a segue e a partir de sua força nada em sintonia com o caminho que se apresenta, atinge o oceano de infinitas possibilidades. Se negamos uma parte do Rio, uma parte de nossa história, o rio perde força e ficamos parados em alguma curva de rio com águas turvas por aí.

Nade sem expectativas e que ninguém tem a obrigação de fazer com que você se sinta amado/a e que ninguém te magoo apenas por te magoar… foi assim. Para seguir outro caminho, outro rio houve sofrimento e que bom que foi assim.