Homem Não Presta – Parte II

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Você já deve ter lido meu texto anterior: Homem Não Presta.

Se não leu, acesse o link abaixo antes de continuar:

Artigo: Homem Não Presta.

Como você sabe eu mencionei que tive uma lição preciosa no segundo módulo de formação em Constelação Familiar pela Hellinger Schulle.

Pude verificar que existe uma possibilidade muito grande de existirem frases em nossos sistema de memórias que nos fazem repetir informações e opiniões daqueles que vieram antes.

Nós, por amor e de maneira inconsciente, repetimos frases de dores sentidas por nossas ancestrais quando os homens saiam de seus lares para defender seu país e também em busca de alimentos e novas possibilidades para a família.

Quando esses homens não voltavam, para justificar a dor, nossas ancestrais repetiam frases como:

Não preciso de homens.

Homens não prestam.

Essas e muitas outras frases eram usadas e até hoje estão a serviço de anestesiar a dor do abandono.

Outra coisa que deixei no texto anterior foi a frase: os homens são o futuro.

Antes de falar sobre o tema, gostaria de compartilhar outro tema compartilhado, que foi a criação de um “padrão” um homem ideal e também a criação de um “padrão” de mulher ideal.

Enquanto crescemos aprendemos a estar na busca do casamento dos sonhos, o casamento feliz ao bom estilo hollywoodiano, somos ensinados a buscar o casamento ideal, o companheiro(a) ideal, o emprego ideal, a casa ideal, o carro ideal.

Buscamos tudo que seja ideal.

Ao buscar o ideal, damos pouco espaço para o real.

Talvez a busca pela mulher ideal me afastou muitos anos de estar disponível para a mulher real.

Todas mulheres reais e perfeitas em suas imperfeições não foram por mim honradas e reconhecidas, pois eu estava na busca pelo ideal e via o real como não bom o suficiente.

A busca do ideal mata as possibilidades de um mundo real, matando assim todo o futuro que eu, homem, carrego.

Retorno agora, como mencionado, ao tema central desse artigo: os homens são o futuro.

O homem, ou melhor, a natureza masculina representa o futuro, enquanto a mulher representa o presente.

Tudo que compartilho aqui foi explicado por uma mulher: Angelica Oliveira, a primeira consteladora do México.

Ela diz e eu concordo que o buquê e o casamento possuem essa representação histórica da função de cada um dos gêneros: masculino e feminino.

casamento - buque

Vamos aos exemplos:

O homem faz o movimento de pedir a mão da mulher em casamento ao seu pai.

A atitude é do homem.

Em seguida, a mulher faz a representação de sustentar, dar o apoio, a base para o casamento.

O buquê é carregado pela mulher, pois é a mulher que tem a força da sustentação para carregar o que está por vir a partir da força masculina.

Um filho ou filha seguem a mesma compreensão.

O homem que faz a “força” para plantar a semente, o espermatozoide, na mulher.

Sem o poder masculino para inserir o espermatozoide não há futuro.

Após o esforço masculino, o espermatozoide encontra o óvulo e o sucesso acontece na mulher.

A partir desse momento, a mulher carrega o futuro, dá a sustentação e a força da resiliência para que o futuro vire realidade.

Respeitar essa diferença é entender que homem e mulher se completam.

O homem faz o futuro acontecer, pois a mulher promove a sustentação para tal.

O homem é o futuro e a mulher o presente.

Cada um em sua função trazendo equilíbrio a vida.

A frase abaixo nunca fez tanto sentido:

Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher.

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Como não lembrar de Obama, a representação do futuro.

Obama foi o primeiro negro a ser presidente dos EUA graças a base que sua mulher proporcionava.

Se pensarmos em todos descobrimentos e conquistas alcançadas pela primeira vez iremos perceber que são homens.

Geralmente, com raras exceções, tudo que aconteceu pela primeira vez foi um homem.

Todos homens abaixo representam o futuro:

Santos Dumont: o primeiro aviador Cristóvão Colombo: descobriu a América Tales de Mileto: foi o primeiro filósofo de que se tem notícia e em seguida; Sócrates, Platão, Aristóteles. Freud: o primeiro a estudar o inconsciente Neil Armstrong: o primeiro a pisar na lua

Em todas pesquisar que eu fiz, não encontrei nenhuma mulher que tivesse feito algo pela primeira vez.

Apenas Marie Curie foi a primeira mulher em algo, ela foi quem criou o termo radioatividade.

Conforme acima, todos os homens trazem o futuro, novas possibilidades.

Esses comentários trazidos por uma mulher me deixaram pensando muito.

Angélica Oliveira compartilhou tudo o que eu disse acima e muito mais.

Eu, um dos poucos homens que participa da formação apenas assistia e percebi em mim também todos os incômodos das mulheres que participam da formação.

Talvez seja por isso que foi escolhida uma mulher para ser a mestre do segundo módulo.

Defender uma posição “machista” só poderia ser feita por uma mulher poderosa.

Talvez você não saiba ou não se lembre do meu outro artigo que as constelações familiares “deveriam” ser chamadas de posicionamento familiar.

Angélica defendeu o posicionamento correto da mulher em prover a estrutura para que os homens pudessem assumir seu papel em realizar o futuro.

Angélica pediu em alto em bom tom para que as mulheres permitissem e aceitassem seus homens, seus pais como reais e não ideais e assim assumir seus papéis como mulheres em uma casa.

Outro ponto importante é o reconhecimento da função das mulheres.

O espermatozoide tem o seu sucesso na mulher.

O homem traz o futuro e o sucesso, o presente acontece na mulher.

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Possibilidades são que a falta de atitude em realizar algo está na rejeição da figura masculina e a falta de finalização ou de ter sucesso na vida está relacionado a rejeição da figura feminina.

Esses são os presentes de uma percepção do poder da constelação que nos ensina a não julgarmos as coisas como bem ou mal, machismo ou feminismo. A partir das constelações apenas observamos.

Vamos observar o Brasil para ver se tudo isso faz sentido?

A Dilma deu sustentação para uma nova era que chegou com o Temer.

Se não existisse a Dilma que foi quem deu sustentação até o Temer assumir, o Brasil não estaria em um momento tão importante de questionamentos pagamentos de dívidas criadas pela corrupção.

Observar Dilma como um agente importante que suportou toda pressão para que o Futuro representado pelo Temer e tudo que vira em seguida pudesse acontecer.

Esse olhar nos torna mais próximos de todos os seres, sem julgamentos e sem pensarmos de forma arrogante que se fossemos a Dilma ou o Temer faríamos diferente.

Os dois estão a serviço de algo que não compreendemos e honrar a realidade como ela é e a aceitar como as coisas são nos torna mais plenos.

Ao aceitar os movimentos dos sistemas, de todos os sistemas, politico inclusive, ganhamos força.

Ao julgar, criamos stress em nossos corpos e ao aceitar dedicamos nossa energia a fazermos a nossa parte e deixar a parte de nossos dois últimos presidentes com eles.

Apenas confiamos que algo maior e, para mim o algo maior é Deus, está no controle de TUDO.

Honrar todas as situações, os homens e as mulheres, saimos da ideia do que é ideal e olhamos para o real e encontramos nossa felicidade.

Quando aprendemos a honrar todos como são, encontramos alegria.

Quando aprendemos a honrar a mãe em toda sua realidade, encontramos o sucesso na vida.

Quando aprendemos a honrar o pai em toda sua totalidade, encontramos o sucesso em nossas vidas, em nossas realizações.

Para finalizar esse artigo deixo um texto de Bert Hellinger que nos auxilia na busca do sucesso e das forças para realizarmos algo novo.

Tudo se inicia na mãe a partir da realização do pai.

A vida.

Trecho do livro “O Amor do Espirito “ na Hellinger Sciencia – 3ª Edição Pagina 50:

Naquilo que os pais dão e os filhos tomam, não se trata de uma forma qualquer de dar e tomar, mas no dar e tomar a vida. Ao dar a vida aos filhos, os pais não lhes dão algo que lhes pertence. Dão-lhes, com a vida, a si mesmos, tais como são, sem acréscimos e sem exclusão. Portanto, os pais nada podem acrescentar à vida que dão e também nada podem excluir dela ou reservar para si. E por essa razão os filhos, quando tomam dos pais a vida, também não podem acrescentar-lhe nada, nem deixar de lado ou recusar algo dela. Pois os filhos não somente têm os seus pais, mas eles são os seus pais.

Portanto, faz parte das ordens do amor que a criança tome sua vida tal como os pais a dão, como uma totalidade, e que tome seus pais como eles são, sem qualquer outro desejo, sem recusa e sem medo.

Esse ato de tomar é um ato de humildade. Significa meu assentimento à vida e ao destino tal como me foi predeterminado através de meus pais: aos limites que me foram impostos, às possibilidades que me foram dadas, aos emaranhamentos no destino dessa família, na culpa dessa família ou no que haja de pesado e de leve nela, seja o que for.

Podemos experimentar em nós os efeitos dessa concordância, imaginando que nos ajoelhamos diante de nosso pai e de nossa mãe, nos inclinamos profundamente até o chão, estendemos as mãos para a frente, com as palmas para cima, e lhes dizemos “Eu lhes presto homenagem”. Então nos levantamos, olhamos nos olhos do pai e da mãe e lhes agradecemos pelo presente da vida.

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