Não Tenho Pena Do Planeta Terra

Como já estou “acostumado” com as críticas, pois sei que os títulos dos meus artigos às vezes são provocativos, inicio o texto desta semana com a frase que me apoio na conclusão que tive esta semana, frase da Fonte: Bert Hellinger.

Quem tem dó, julga Deus.

Agora vamos para a minha ficha.

E como sempre digo: “FICHASKAEN”.

Estava eu aqui em casa, na verdade sentado em minha almofadinha na sacada, no momento “Brites” do dia.

O momento Brites é quando fico sentado sem fazer nada apenas próximo a duas plantinhas que tenho aqui em casa.

Em silêncio, ouvi o barulho da cidade.

Percebi que existe um barulho natural na cidade.

Comecei que era como se fosse o acúmulo de todos os carros, casas, aparelhos de televisão, aparelhos de som ao mesmo tempo criando um não silêncio na Terra.

Um silêncio impossível, pois sempre existirá acumulo de sons e/ou barulhos nessa parte da Terra onde eu vivo.

E aí me veio o pensamento: Coitado do nosso planeta terra.

Nós, seres humanos, estamos povoando e destruindo cada pedacinho de você.

E assim, como diria o Agente Smith no filme Matrix: “Os seres humanos são como vírus que chegam a algum lugar, destroem todos os recursos e batem em retirada para outro local para fazer a mesma destruição.”

Uma sensação de frustração e de impotência foi me tomando e fui tomado também pela percepção da minha arrogância.

Nas Constelações Familiares dizemos ser arrogância quando um filho acha que sabe o que o pai ou a mãe devem ou deveriam ter feito.

Arrogância é quando um filho diz que os pais nunca poderiam ter tomado alguma decisão.

Ou seja, arrogância é quando achamos que somos grandes quando na verdade somos muito pequenos.

Assim, me percebi arrogante achando que eu posso julgar o que a mãe Terra se disponibilizou a fazer por nós.

A Mãe Terra, nossa morada, escolheu essa missão de ser nossa estrutura, a estrutura de todos os nossos antepassados e de todos aqueles que estão por vir com o preço e custo que isso tem para ela.

Ela, a Mãe Terra, um ser muito maior, de muito mais sabedoria do que esse ser minúsculo sentado em uma sacada fazendo julgamentos do que ele acha que deveria acontecer.

Talvez o que eu disse acima tenha sido muito forte e você, assim como eu, precise pausar, reler e respirar antes de continuar.

Confesso que levantei e fui fazer um café antes de continuar a partir desse ponto.

Café que foi possível graças ao planeta Terra.

Então vamos lá.

Eu sou arrogante por achar que qualquer pessoa que veio antes não sabe o que está fazendo ou por achar injusto o preço que alguém paga, e até mesmo recebe, por algo.

Todos estamos a serviço de algo que não compreendemos e apenas o melhor acontece.

Essa frase que escrevi, que já foi dita inúmeras vezes por diversos mestres espirituais e, de uma maneira ou outra, também pela fonte das Constelações, Bert e Sophie Hellinger.

Se ela já foi dita, por que faço concessões em como irei utilizá-la?

Se essa frase é uma verdade, ela também se aplica à Terra.

E toda vez que julgo algo que é maior que eu, sou arrogante.

Lembra da máquina datilográfica?

Milhares de pessoas tiveram tendinite pelo esforço feito ao digitar.

Quem sou eu para falar que isso foi errado?

Quem sou eu para falar que não deveria ter sido assim?

Quem sou eu para falar que o que acontece com a Terra está errado?

Assim como com todas as pessoas que tiverem tendinite, eu escolhi esta semana ser o pequeno que agradeço pelas dores e dificuldades que todos passaram.

Esta semana escolhi ser pequeno e agradecer ao planeta Terra pelo custo que ele vem pagando para nos colocar em um processo de despertar e evolução.

Só Deus, a consciência maior de puro amor, é que talvez saiba as etapas que passaremos, nós e nosso grande planeta Terra, para que possamos aprender a lição de sermos mais altruístas e realizarmos nosso melhor para sermos livres da necessidade de aprovação nos colocando em movimentos mais e mais caridosos e assistentes.

A Terra faz isso, entrega o melhor dela para você e para mim, seres pequenos que ainda não entendem o que acontece.

E o que eu posso fazer já que sou pequeno?

Assim como fazemos para nossos pais, devemos honrar e aceitar nosso planeta exatamente como é.

Saber que sempre iremos precisar desse lindo e pálido ponto azul na galáxia.

Falando nisso, recomendo este vídeo Aqui.

Em minha pequenez, eu posso escolher apenas fazer minha parte.

Buscar poluir menos, não jogar lixo na rua, ter umas plantinhas em casa, estar mais atento sobre a fonte de alimentos e o local que os compro.

Entendendo se são de locais que têm essa consciência de horarmos a Terra e seus animais independente se sou vegano, vegetariano, lacto vegetariano ou não.

Terra, minha mãe Terra querida: Eu te aceito do jeito que você é.

Honro o custo que fazer sua missão tem para você e escolho retribuir fazendo a minha parte.

Assumindo minha responsabilidade pela vida em minha casa e em todos os locais que ando.

Mamãe e papai: Meus pais amados e queridos, eu aceito vocês como vocês são.

Honro o custo que fazer seu papel em me proporcionar a vida teve para vocês e escolho fazer algo de bom da minha vida e me colocar em movimento.

Sem vocês eu não estaria aqui e vocês me deram tudo.

Agora eu faço a minha parte.

Sempre lembrando que nunca haverá gratidão sem aceitação.

Só é plenamente grato quem plenamente aceitou uma situação como sendo o melhor que poderia acontecer.

Mas isso pode ser assunto para outro texto.

Eu o aceito e sou grato pela sua leitura e seus comentários abaixo.