O Que Tem De Errado Comigo?

Além de muitas das percepções que tive depois do meu polêmico texto de duas semanas atrás, eu percebi um padrão de questionamento muito forte que me deixou fora do meu centro, corpo pesado, dores nas costas e mal-estar.

Percebi que minha mente iria cada vez “fazendo” mais barulho e quanto mais barulho, mais mal-estar e a sensação era literalmente retroalimentada.

Quanto mais pensamento, mais questionamento e a consequência era mais mal-estar.

Percebi que perguntas seguiam o barulho da minha mente:

O que estou fazendo?

Porque não fico quieto?

O que tem de errado comigo?

Porque escrevi o que escrevi?

O que tem de errado comigo?

Porque não sei ficar quieto?

O que tem de errado comigo?

Existe um guru Indiano que diz que uma pessoa será considerada louca se ela andar pela rua batendo nela mesma.

E ele faz uma metáfora interessante perguntando o que nossa mão faria se ela representasse o que estamos pensando sobre nós mesmos.

O que sua mão faria se reagisse a todos os pensamentos que você tem?

Ela faria agressões ou carinhos em seu rosto?

Como disse, o que eu estava fazendo exatamente nesse momento em que meus pensamentos eram violentos comigo mesmo era bater em mim mesmo.

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Percebi que perguntas e mais perguntas agressivos estavam gerando meu estado de mal-estar.

A violência que eu estava fazendo comigo mesmo estava me deixando cada vez pior.

Se você está próxima ao mundo do Coaching, talvez você saiba que as perguntas são a principal ferramenta de um bom processo de Coaching.

Visto que as perguntas certas trazem uma nova realidade.

E esse foi minha ficha.

As perguntas “erradas” me mantém em uma mesma realidade e, assim sendo, a qualidade das perguntas que eu faço no meu dia-a-dia definem a qualidade da minha jornada.

A pergunta O que tem de errado comigo? é o que tem de errado comigo.

Quanto mais eu escuto essa pergunta…

Quanto mais eu não percebo que existe um padrão inconsciente sem percepção e influência da minha mente consciente, eu vou continuar a procurar e a encontrar o que tem de errado comigo.

Afinal:

Quem procura, acha.

A partir de então comecei a me perguntar e ir profundo nessa percepção.

Resolvi perceber quais questões inconscientemente norteiam a qualidade de cada área da minha vida.

Comecei a pensar nos momentos mais desafiadores da minha vida profissional e perceber quais questionamentos apareciam.

E isso também inclui alguns questionamentos atuais em situações estressantes que venho passando na França.

 

Talvez você também faça tais questionamentos e minha ideia é trazer tal compreensão para que você aprimore a qualidade das perguntas e assim da sua vida.

As perguntas são:

O que estou fazendo aqui?

Será que estou na carreira certa?

Deveria ter escolhido outra profissão?

Será que vou ser mandado embora?

Percebo e acredito profundamente que você também faz essa pergunta.

E, acredito que a chave é substituir tais perguntas que nunca trazem repostas e são repetidas sem fim por uma pergunta mais produtiva.

Tal pergunta trará uma nova percepção da sua realidade:

O que posso aprender aqui hoje?

Se todo dia eu conseguir responder essa pergunta com apenas um item.

Posso concluir que meu dia valeu a pena.

Possuir um trabalho que me paga e me ajuda a aprender algo todos os dias é maravilhoso.

Uma nova pergunta me possibilita dizer que meu trabalho é maravilhoso.

As perguntas sem fim e sem resposta apenas trazem preocupações.

Agora vou compartilhar perguntas que percebi que definem a qualidade de nossos relacionamentos de forma destrutiva.

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Perceba que quanto mais a repetimos mais vibraremos em confusão.

As perguntas são:

Será que estou com a pessoa certa?

Será que ela é minha alma gêmea?

Tem outra também que percebo:

O que teria acontecido se eu tivesse ficado com “fulana”?

Uma sugestão para alterar a qualidade das perguntas para nossos relacionamentos poderia ser escolher novas perguntas e perceber quando as perguntas antigas atuam.

O que eu gosto nessa pessoa?

Ela é alguém que posso contar quando não consigo dar conta sozinho em alguns momentos?

Ela me faz sorrir?

Como disse acima, perguntas assim trazem respostas e novas possibilidades para uma vida mais harmônica, menos estressante e, para mim o mais importante, uma vida de significado.

A nossa mente mentirosa vai sempre nos questionar.

Porém o nosso livre arbítrio e nossa consciência em perceber e escolher a qualidade das perguntas que nós fazemos todos os dias pode fazer toda a diferença.

Assim sendo, a resposta para a pergunta O que tem de errado comigo?, é:

Não tem nada.

Visto que não tem nada de errado comigo…

Estou em evolução e sempre aprendendo.

Não sou perfeito e aceito isso.

Cada dia uma nova lição.

Quais perguntas você poderia compartilhar aqui com outros leitores que podem trazer uma nova percepção para uma vida de significado?

Deixe nos comentários abaixo!

Abraço!