Porque Estou Saindo Do Mundo Corporativo

Talvez você saiba que além de fazer esses trabalhos que sempre divulgo por aqui: Canal no Youtube, Blog, Ikigai, Constelação Familiar, etc, eu tenho um emprego em uma multinacional, ou melhor, eu tinha um emprego em uma Multinacional.

Que se encerrem os trabalhos em 06/12, dia da minha demissão.

As Constelações Familiares nos mostram algo muito profundo sobre as empresas.

Olhar para a empresa na qual trabalhamos é olhar para algo que nutri nossa vida.

Essa visão é maravilhosa.

Pois como não respeitar alguém que traz a possibilidade de movimento para sua vida e sustento?

Quem sabe você perceba a similaridade desse meu último parágrafo com sua mãe.

Sua mãe nutriu você para que você pudesse ter movimento na vida.

Como não respeitar e aceitar sua mãe como é e tudo o que aconteceu?

Essa similaridade é um dos caminhos de cura para pessoas que têm dificuldade em parar na mesma empresa por muito tempo, que começam a trabalhar e não são pagas, que têm processos judiciais, etc.

Digo que é um dos caminhos, pois apenas quando uma Constelação acontece é que podemos verificar o que de fato trouxe algumas dificuldades entre empresa e empregado.

No meu caso, quando constelei meu relacionamento com minha empresa o que apareceu foi meu desrespeito pela minha mãe.

Foi uma Constelação que aconteceu, para minha honra, conduzida pelo Sami Storch, durante uma formação de Constelações voltadas para soluções em tribunais.

Sami Storch foi o primeiro Juiz Constelador do mundo a propor tal possibilidade, o que inclusive foi também divulgado em uma matéria do Fantástico que você pode acessar Aqui.

E lá estava eu.

Eu disse a Sami que eu não entendia por que a empresa que eu trabalho sempre recebia muitos processos e eu dizia que parecia que as coisas eram sempre muito enroladas, difíceis.

Eu gostaria de saber a raiz dessa questão.

Sami abriu a Constelação.

Em um determinado momento ele me disse:

Pode sentar! Você é só uma criança reclamando da mãe.

Esse tapa na cara foi dado com muito respeito e perfeição.

Em seguida, eu sentei em meu lugar.

Coloquei a cabeça no ombro do meu amigo-irmão de jornada, Tuco Gabriel, e chorei ao lembrar de todas as vezes que eu desrespeitei minha mãe.

Pedi perdão e me perdoei como parte do meu processo de cura daquele dia maravilhoso.

E por que estou contando isso?

A resposta é que através das Constelações Familiares eu encontrei cura para minha vida, ou seja, graças a empresa que eu trabalho eu pude encontrar o que precisava para poder olhar com mais maturidade para a vida e para a minha mãe.

Desde que comecei o Ikigai, venho compartilhando meu plano para o que é conhecido como salto de coragem.

Momento que saltamos para uma nova fase da nossa vida sem paraquedas, sem rede de proteção e sem olhar para trás.

O futuro é feito quando olhamos para ele.

O futuro acontece quando vivemos o presente olhando para o futuro.

E agora, eu escolho saltar.

Entretanto, ainda passava algo em minha mente:

Se o mundo corporativo me deu tantas coisas, tantas possibilidades e cura para minha vida, por que quero sair?

Nesses meus questionamentos eu ficava me perguntando se eu estava rejeitando o mundo corporativo ao invés de aceitá-lo.

Minha vontade de estar a serviço da vida é muito grande, mas eu ainda me questionava.

Às vezes eu vejo alguns posts no Facebook:

“Ainda bem que saí do mundo corporativo.”

“Acabei de participar de mais uma reunião que poderia ter sido um e-mail.”

“O mundo corporativo está acabando comigo”, etc.

Esses posts também me representam?

Minha resposta é: “Sim.”

E se minha resposta é sim eu estou em um processo de fuga.

Talvez você conclua três coisas nesses momentos:

A primeira: O Brites é completamente maluco.

A segunda: O Brites é exatamente igual a mim.

A terceira: Todas as anteriores.

A minha conclusão foi assustadora:

Se é fuga, eu não vou conseguir olhar para minha nova fase.

E assim, minha vida seguia e eu procurando encontrar essa resposta.

No último Hellinger Camp, Sophie Hellinger me constelou e o que encontrei foi quando ela olhou para mim, passou a mão no meu ombro e disse:

Fica tranquilo que você está no caminho.

Você deve pensar que desde esse momento eu me enchi de coragem (coração + ação) e agora estou saindo do mundo corporativo.

A resposta é não.

Assim como você, existem dúvidas aqui dentro de mim.

Questionamentos, medos, sensação de estar perdido.

Tenha certeza de que existe uma possibilidade muito grande de nos sentirmos e sermos um.

Somos um em todos os aspectos.

A Sophie Hellinger ensinou outra coisa no Camp.

Ela disse que se você não direciona a quem pede uma ajuda, o pedido se perde no universo.

Ela disse que quando você diz a quem você solicitada algo, o pedido alcança essa consciência e você recebe a resposta de que precisa.

E lá estava eu conversando com Deus.

Deus, sinto que estou no caminho. Sinto que é isso que vou fazer da minha vida. Como posso saber se ainda estou em um processo de fuga? Deus, mostre-me. Preciso compreender melhor esse processo. Mostre-me a cura de que preciso. Vou seguir meu caminho. Me ajude com essa compreensão para eu não ter mais essa dúvida.

Deus sempre conversa conosco, né?

Ele nos mostra os sinais de que precisamos.

Basta estarmos atentos.

E Deus nunca falha.

Essa semana eu estava fazendo uma limpeza aqui nos meus arquivos no computador do trabalho e adivinha o que Deus tinha guardado para mim?

Em uma pasta chamada “Diversos” existia um livro.

O nome do livro?

Conversando com Deus, do Neale Donald Walsch.

E enquanto choro ao escrever esse texto, deixo a frase que encontrei.

Ou melhor, deixo aqui a frase que Deus, ao ouvir meu pedido, me disse:

“O primeiro passo para mudar qualquer coisa é saber e aceitar que você escolheu que ela fosse o que é. Se não puder aceitar isso em um nível pessoal, admita-o através de sua compreensão de que Nós somos todos Um. Tente então criar mudança não porque algo está errado, mas porque não é mais uma afirmação exata de Quem Você É.”

Quando o milagre acontece, a gente agradece.

E como Sophie nos ensinou, direcionamos nossa gratidão.

Faiveley, Valtra, GM, Saint Gobain, Open English, CNA, Colégio Novo Mundo, Yázigi, Pizzaria do bairro que cresci, Paulo Silk Screen e minha mamãe amada: Gratidão.

Sem vocês eu não estaria aqui.

Se você quiser saber todo meu processo de compreensão e planejamento para eu encontrar uma afirmação exata de quem eu sou: IKIGAI 2018!

Inscrições abertas e vagas limitadas.