Que Seu Dia Seja Horrível!

Uma das coisas que mais sinto em relação a essa minha nova fase, depois de ter saído do mundo corporativo, é a solidão.

Além de todos os presentes que recebi, presentes que são gostosos de receber, pois são bons e coisas que de certo modo eu esperava, estou recebendo presentes ruins os quais eu não esperava.

Os presentes chamados ruins são na verdade os que eu realmente precisava.

Tem até uma música do Coldplay que coloquei essa manhã e era exatamente o que eu estava pensando.

Quando você recebe o que queria, mas não o que precisava.

Os presentes de que eu precisava, e de que todos precisamos, possivelmente não são os que queremos.

De qualquer maneira, assim como diria o grande Bert Hellinger:

Tudo faz parte.

Ao colocar esses presentes “ruins” como sendo parte do que eu preciso eu ganho ainda mais presentes.

1. O presente de me colocar menor que tudo que me acontece.

2. O presente de aprender com tudo que me acontece.

Nessa reflexão eu até comecei a dar risada sozinho, afinal fico sozinho em casa, pensando que deveríamos desejar coisas ruins para as pessoas, pois apenas assim evoluímos.

Vamos lançar uma campanha: Bom dia nada! Que você tenha um dia desafiador e que possa se manter centrado criando relacionamentos e laços profundos perante as adversidades da vida.

Brincadeira a parte, porém deixando essa frase aqui neste texto para refletirmos, volto ao presente da solidão.

Ao estar sozinho eu percebo ainda mais o poder da minha mente sobre meus pensamentos.

Quanto mais eu consigo ter disciplina em realizar as sessões de 10 min. da meditação Cosmic Power e a fantástica técnica do espelho de Louse Hay, mais eu percebo algo profundo:

Meus padrões de pensamento estão cada vez piores.

Minha percepção é que com uma rotina mais dedicada a esvaziar a mente, a sujeira vem à tona.

Para explicar melhor o que quero dizer, compartilho o exemplo que temos em casa.

Limpar a poeira é fácil, mas abrir as gavetas requer dedicação e coragem.

Dessa maneira, a sujeira que está em minhas gavetas está cada vez mais desafiadora de limpar.

Sem o ensinamento do Budismo sobre observarmos a mente eu acho que eu já teria ficado louco, ou melhor, um pouco mais louco.

Dou-me a liberdade de ficar louco pois o OSHO deixa:

Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são.

Observar a mente enquanto alterno minhas atividades diárias que estão no meu diário de bordo.

Se você não conhece o diário de bordo, trata-se de uma ferramenta de coaching poderosa que compartilho no IKIGAI e que me ajuda, ainda mais, a ter disciplina no meu dia a dia.

O diário de bordo é uma maneira de organizar melhor o que precisa ser feito cada dia.

Todas as sementes de novas possibilidades são plantadas com o uso do meu diário de bordo e a grande questão, que vem sendo um presente graças a solidão de não estar mais em uma empresa cercado por pessoas, é que estou percebendo mais e mais a qualidade dos meus pensamentos, os que estão no fundo das minhas gavetas e, se meus pensamentos estão desequilibrados, meu solo está desequilibrado e isso pode prejudicar a qualidade do fruto das minhas ações.

Assim sendo, estou em um processo fortíssimo de observação desses pensamentos e de quantas vezes eu me pego brigando comigo mesmo e reclamando de coisas.

Resolvi escrever “coisas” aqui, pois de fato não importa já que a ficha que me caiu é a seguinte:

O nosso grande desafio é como saciar o desejo da mente de encontrar problemas.

Enquanto eu frequentava o templo budista da monja Coen, ela compartilhava essa metáfora de que os pensamentos são como peixes que passam e nossa mente é como se fosse um anzol.

Deixe os peixes passarem sem fisgá-los.

Essa metáfora usada para auxiliar os discípulos do templo a realizarem suas meditações diárias é poderosa e, com certeza, graças a ela eu cheguei a essa conclusão.

Conclusão quatro anos depois de tê-la ouvido.

A função da nossa mente é garantir que nós não vamos ter problemas.

Ela busca soluções constantes para tudo que nos incomoda.

Cada questão é fisgada no intuito de preparar-nos, mas a grande questão que eu sempre ouvi do Satyaprem é:

Você não é sua mente.

Isso quer dizer que a mente está a meu serviço, a serviço da minha vida buscando formas de aliviar minhas dores.

Porém sem um olhar observador, ela vai ficar pescando problemas o dia inteiro e possivelmente criando onde não existe.

E esse é exatamente o meu momento:

Minha mente está buscando problemas onde não existe e cada vez que não encontra um problema, sujeira de crenças, padrões de pensamento viciosos e questionamentos tomam conta do meu dia-a- dia.

E aqui vão algumas dicas para pararmos de viver em função da busca de problemas e sim vivermos na busca de realizações, de quem verdadeiramente somos.

1. Lembre-se quem você é.

Assim como compartilhei no texto que fiz sobre a Louise Hay, aproveite toda vez que estiver na frente do espelho para dizer seu nome e que você ama essa pessoa que está no espelho.

Ela conta uma história de pessoas que reclamaram que a técnica não funcionava e a resposta dela foi:

“Você passou a vida desacreditando quem você era, repetindo que não era amado e que não era bom o suficiente. Toda roupa que está muito suja precisa ser cuidada e lavada cuidadosamente com muito amor. Amor nesse caso é repetir para você que você se ama”.

Ou seja:

Disciplina para manter pensamentos positivos e atenção aos pensamentos destrutivos.

Observação é a chave.

2. Encontre um momento para meditar.

A técnica de Cosmic Power dura 10 minutos e é maravilhosa, porém é preciso honrar um processo de aprendizado e assim sendo, compartilho o que Prem Baba diz: Só um minuto.

Ao levantar da cama, respire só um minuto.

Aos poucos você pode adicionar outros minutos ao seu dia, mas comece com um minuto.

Essa dica vale para tudo na vida. Se você está com dificuldade em ler todos os dias, comece com uma palavra.

Leia apenas uma palavra e permita uma evolução natural.

Ou seja: Disciplina para manter ações positivas no seu dia e observação de pensamentos destrutivos que tiram você do que sabe que é importante fazer.

Essas são minhas dicas e é tudo que aprendi, e assim, como Sophie Hellinger diria:

Não existe evolução espiritual sem disciplina e, como ela também diz, esse é o maior desafio de nós brasileiros: disciplina.

No próximo texto vou explicar ainda mais sobre o que venho fazendo para ter disciplina para me manter caminhando em busca dos meus objetivos e sonhos.

Gratidão,

Brites