Vergonha De Mim Mesmo

Talvez você não conheça a Louise Hay.

Ela é, na minha opinião, uma das curadoras e libertadoras de padrões doentios e crenças limitantes mais importantes que já tive contato.

Não é incomum eu colocar uma de suas inúmeras meditações disponíveis no Youtube para dormir.

Cada manhã, suas meditações me trazem novos movimentos de cura para meus processos.

Após seu falecimento em 2017, eu resolvi verificar o site dela, por curiosidade, para saber como ficariam suas atividades e aproveitei para cadastrar meu e-mail.

Logo em seguida eu recebi alguns vídeos sobre sua técnica de cura através do espelho.

Eu já havia entrado em contato com a teoria e tinha feito algumas práticas, mas “aproveitei” que estava passando por um momento desafiador, após o término do meu último relacionamento, e resolvi refazer o processo seguindo à risca o que era explicado nos e-mails que comecei a receber.

Esses e-mails foram bem importantes, pois compreendi e experimentei mais profundamente a técnica concebida por Louise Hay.

A técnica do espelho foi percebida por Louise Hay quando ela se deu conta de nossa vergonha em olharmos para os espelhos.

Ela explica que passamos por algumas etapas ao nos relacionarmos com o espelho.

Em nosso período maternal, e até na primeira infância, temos um relacionamento de surpresa com o espelho.

Todo bebê e criança fica surpreso e se diverte com o que encontra no espelho.

Em nossa infância, começamos a nos divertir, pois brincamos com o espelho.

As câmeras selfies na mão das crianças de hoje em dia deixa isso bem claro.

É só deixar um celular com a câmera ligada para que você possa ver tal interação.

Nossa própria imagem torna-se uma espécie de parceiro para nossas brincadeiras.

Na próxima fase começa um distanciamento do espelho, pois começamos a sentir vergonha e cada vez evitamos verdadeiramente de nos vermos no espelho.

Minha compreensão, pois é o que faço, é que próximo a adolescência eu comecei a usar o espelho apenas para garantir que tudo estava dentro dos padrões aceitáveis.

Logicamente essa não era a verbalização que eu usava na época, entretanto, naquela época e até hoje, eu considerava o espelho uma ferramenta para garantir que ninguém tiraria sarro da minha cara.

O espelho era usado para ver se meu cabelo estava arrumado, se minha roupa estava combinando, para ensaiar alguns passos de dança para poder ir a algum bailinho do meu bairro, ou seja, o espelho era um aliado para que eu pudesse me comparar e me enquadrar nos padrões de beleza e comportamento.

Após essa minha lembrança ficou muito claro o quanto eu tinha e tenho vergonha de quem eu realmente sou.

Quando hoje em dia eu olho para o espelho e me percebo dizendo: “até que está bom”, “está bom”, “até que tá legal”, entre outras coisas, aproveito para realizar a técnica descrita abaixo.

Louise Hay instrui para pararmos na frente do espelho e respirarmos profundamente olhando em nossos olhos.

Profundamente, bem devagar e mantendo o olhar em nossos olhos.

Quando eu faço essa técnica, automaticamente percebo o julgamento.

“Estou ficando careca, meu cabelo está muito grisalho, preciso fazer a barba, etc.”

Assim como Louise Hay ensinou, eu percebo esses julgamentos que me fazem ter vergonha de mim mesmo e apenas permito que eles passem, iniciando o próximo passo após ter respirado pelo menos 5 vezes firmando meu olhar em meus olhos.

Mesmo que o julgamento continue, eu começo, eu digo meu próprio nome e digo que me amo.

Esse seria o primeiro dia:

Respirar 5 vezes e dizer seu nome 5 vezes afirmando que você se ama assim como escrevo abaixo:

Luiz Brites, eu te Amo.

O primeiro dia foi muito difícil para mim.

Eu chorei muito.

As palavras não saiam da minha boca, meus lábios tremiam, mas eu continuei.

Tal técnica deve ser repetida pelo menos 3 vezes ao dia e Louise recomenda que carreguemos um espelho de maquiagem ou usemos a câmera do celular.

No primeiro dia consegui realizar todas as vezes e já não chorava mais.

No segundo dia, eu parei na frente do espelho ao escovar os dentes e pensei:

Bom, vou terminar de escovar os dentes e em seguida faço o ritual.

Ao terminar de escovar os dentes eu fiquei com vontade de fazer xixi e fui.

Ao terminar, eu não lembrei mais de fazer a técnica.

Só fui lembrar quando estava dentro do carro e pensei:

Hoje não vou conseguir.

Depois vou dentro do banheiro do trabalho, assim como fiz ontem, e faço no celular.

Graças a Deus eu reuni forças, desliguei o carro e repeti a técnica usando o espelho retrovisor.

Escrevi esse exemplo para compartilhar a dificuldade em realizar essa técnica tão profunda, visto que mexe com cicatrizes profundas e nosso ego busca nos manter “sãos e salvo”s sem acessar essas dores de (pelo menos no meu caso) todas as vezes que tive e tenho vergonha de mim mesmo.

Hoje em dia eu aproveito qualquer momento que encontro um espelho, e também quando percebo que estou “brigando” comigo mesmo, ou com alguém dentro da minha cabeça e vou respirando e repetindo em voz alta ou mentalmente.

Louise Hay também sugere algumas variações de frases:

Luiz Brites, eu aceito você exatamente como você é.

Luiz Brites, você é muito especial para a vida.

Luiz Brites, você tem o pai e a mãe certos e perfeitos (versão Constelação).

Luiz Brites você é muito amado. Eu te amo.

Luiz Brites, você tem relacionamentos positivos e encontra pessoas que proporcionam muita evolução em sua vida.

Também, como aprendi recentemente, eu uso meu momento “espelho” para dizer SIM.

Coloquei entre aspas, pois pode ser feito em qualquer lugar.

Basta respirar e dizer sim.

Eu espero que caso você ainda não conheça essa técnica deixada pela Louise Hay, que você possa superar o momento de dificuldade inicial e possa encontrar um caminho de mais aceitação, amor próprio, sim, felicidade, menos vergonha e mais valorização do ser maravilhoso que você é.

Caso exista alguma outra frase que você perceba que tenha ajuda em seu processo, compartilhe aqui conosco.

Assim como você, ela será muito bem aceita.