Você Nunca Tomou Uma Decisão Verdadeira

Meu enfoque em atuar como coach de carreira está muito relacionado a todos os meus questionamentos e aos caminhos que ando percorrendo para trazer paz àquilo que passamos e passaremos 80% de nosso tempo: nossa carreira.

E nesse texto vou falar sobre decisões.

Como um bom coach, vou abrir com uma pergunta poderosa:

Quando foi a última vez que você tomou uma decisão verdadeira?

O grande guru amigo Sergio Kiyoshi do Namastê indica duas motivações principais para qualquer tomada de decisão:

  1. Amor
  2. Evitar dor

Essa questão me causa muitos pensamentos.

Durante minha jornada de me aprofundar ainda mais em tudo aquilo que mais amo no momento: autoconhecimento, deparei-me com a mesma questão com outros autores consagrados como Anthony Robbins, Deepak Chopra, Amit Goswami, Jiddu Krishnamurti, Echkart Tolle, entre outros.

A pergunta chave para mim é:

Quando foi a última vez que você tomou uma decisão com a motivação diferente do que evitar que algo de ruim acontecesse ou evitar que algo ruim voltasse a acontecer?

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Após uma grande reflexão não encontrei nenhuma motivação diferente do que evitar sofrimento para as decisões chave da minha vida.

Como disse, para mim faz sentido compartilhar decisões relacionadas à minha carreira, ou seja, minha vida, minha jornada.

Lembrei que eu nunca fui à escola por vontade própria.

Apenas para evitar que minha mãe brigasse comigo que eu fazia o movimento de aceitar ir à escola.

Vamos sempre lembrar que uma mãe tem todo o direito de brigar com o filho para ele fazer algo, pois a mãe sabe o que é certo.

Esse é o caso da minha mãe.

Foi o processo que eu passei, porém eu não fiz a minha parte.

Deixe-me explicar melhor…

Eu tomei a decisão de ir à escola apenas com o único motivo de não ser reprimido.

Ao passar dos anos, eu não queria mais “sofrer” e resolvi parar de ir à escola.

No meu texto Você Não Merece Viver Seus Sonhos falo mais sobre esse processo do quanto que evitamos fazer a nossa parte e pagar o preço para viver nossos sonhos.

E digo que quando estamos dispostos a pagar o preço, criamos possibilidades para que ele aconteça.

De qualquer maneira, meu julgamento de sofrimento em relação aos estudos foi o que motivou a realizar meus sonhos.

Até o Namastê eu julgava como anos pesados e hoje tenho mais recursos para olhar para minha história com mais carinho e perceber que foi o melhor que poderia acontecer, ou seja, foi exatamente como deveria ter sido.

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Entretanto, minha decisão na época foi baseada em evitar a dor de não poder ter uma condição mais favorável.

Apenas do medo de não ter foi o que minha mente medrosa escolheu.

Se minha mente medrosa escolheu evitar a dor e eu conseguir realizar tal sonho, o que irá acontecer se eu tomar uma decisão com o único intuito de ser feliz…

Entendo, claramente que a decisão em si acontece em um momento.

Ela é como uma semente e o que fazemos a partir de então é o processo para a realização.

Quanto mais prazer eu sentir enquanto o fruto não aparece, maior é a probabilidade dele acontecer.

O processo para criação de nossos desejos é claro e efetivamente acontece.

Segue um exemplo tirado de textos judaicos.

Tomando a decisão e realmente querendo, os próprios pés o conduzem para a realização.

O que aconteceu comigo foi a percepção de que se eu tomo uma decisão baseada no medo.

Quando eu o atinjo, eu canso.

Como o sofrimento é uma ilusão causada pela sensação da falta, não somos preenchidos de nada.

Quer outro exemplo?

Vou exagerar um pouco para ficar mais claro.

Se meu medo de falta está relacionado a falta de atenção que recebo das pessoas, eu posso escolher comprar uma Ferrari amarela.

Tomo essa decisão, me dedico a ela e por fazer a minha parte eu crio possibilidades para que aconteça.

E, quando acontece, a sensação é um vazio.

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É um vazio, pois preencheu a sensação da ilusão da falta e não um pedido da sua alma.

Não foi uma decisão baseada no amor.

Pergunto novamente:

Qual decisão você já tomou para presentear a sua essência, a sua alma, seu amor?

Pense um pouco e reflita.

Meu processo foi infelizmente concluir que não haviam decisões de felicidade em minha jornada.

Fomos treinados a escolher o obviou.

Pense em que calça você quer.

Se você é brasileiro existe uma probabilidade muito grande em responder LEVI´s.

Pense em um tênis para corrida?

Qual a sua decisão?

Seja sincero: Você pensou em Nike, Asics ou Adidas?

Somos completamente programados a escolher.

O olhar das Constelações nos ajudam a evitar julgamentos, pois bem ou mal, tais marcas pagam salários de milhares de famílias.

Senti muita dor em dizer: Eu nunca tomei nenhuma decisão para ficar bem.

Todas decisões eram fugas de alguma dor que senti.

A ideia desse texto é trazer poder para as suas decisões.

Trazer o motivo por de traz da sua decisão.

Se você já refletiu e percebeu o quanto evitamos ouvir o que realmente queremos, vou compartilhar algo exclusivo.

Os 5 passos para tomada de decisão baseada em nossos motivos para sermos simplesmente felizes.

Antes disso uma dica.

Para mim faz muito sentido que decisões da alma estão relacionadas a momentos que ficaremos em silêncio.

Pense nisso enquanto decorro os 5 passos em forma de 4 perguntas:

1. Isso vai fazer eu me sentir bem?

2. Isso é bom pra mim?

3. Isso é bom para os outros?

4. Isso está a serviço de um bem maior?

São 4 perguntas.

Pense com carinho, pois a ideia é que possamos parar de viver no automático e possamos seguir o caminho de nossos sonhos.

Outra dica é estar tranquilo enquanto responde cada pergunta, pois:

Nos lugares tranquilos, a razão abunda.– Adlai E. Stevenson

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Enquanto estamos tranquilos, nossa verdadeira razão, a razão de nossa alma aparece.

Após responde-las, também recomendo a leitura do texto para iniciar seu caminho para a realização: Tudo Se Inicia Na Mãe.

A última dica desse texto é para contarmos nosso sonho apenas para pessoas que possuem sonhos parecidos.

Assim, continuamos conectados aos motivos que também fazem sentido aos outros e não minamos o solo fértil desse sonho com julgamentos.

Que seja belo!